Hoje, 3 de março, celebra-se o Dia Mundial da Vida Selvagem.
Criado em 20 de dezembro de 2012, durante a 68ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), a data coincide com assinatura, em 1973, da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna em Perigo de Extinção (CITES), também conhecida como a Convenção de Washington.
Com a finalidade de reforçar a importância da proteção das espécies ameaçadas e do combate ao tráfico ilegal, a celebração global desta data destaca a urgência de ações coordenadas para promover a biodiversidade e assegurar um futuro sustentável para todas as formas de vida em nosso planeta. O tema deste ano é “Finanças para a Conservação da Vida Selvagem: Investindo nas pessoas e no planeta”.
Com a estimativa de que mais de 1 milhão de espécies estejam ameaçadas de extinção e enfrentando a intensificação da tripla crise planetária, de acordo com dados da ONU de 2024, o financiamento inovador para a conservação da vida selvagem é mais urgente do que nunca.
O Marco Global de Biodiversidade adotado na 15ª. Conferência das Partes da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica, realizada em Montreal, no Canadá, em 2022, estabeleceu metas para deter e reverter a perda da natureza até 2030 e 2025, e o financiamento para a biodiversidade é parte integrante.
Das 23 metas estabelecidas até 2030, destacam-se a garantia da conservação de 30% da terra, mar e águas interiores; a restauração de 30% dos ecossistemas degradados pela ação humana; a redução pela metade da introdução de espécies invasoras; e a redução de US$ 500 bilhões/ano em subsídios prejudiciais à natureza. Das metas para 2050, quatro focam em deter a extinção de espécies provocada pela ação humana; na promoção do uso sustentável da biodiversidade; da garantia da partilha equitativa dos benefícios da biodiversidade e da redução da lacuna de financiamento da biodiversidade de US$ 700 bilhões por ano.
Referências:
https://wildlifeday.org/en/about
Espécies ameaçadas de extinção no Brasil
No Brasil, o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) lançou em 2023 a plataforma SALVE, que reúne dados de quase 15 mil espécies avaliadas quanto ao risco de extinção. “Do total de espécies avaliadas no Salve, mais de cinco mil e quinhentas possuem ficha publicada e mais de 1200 estão em alguma categoria de ameaça. A plataforma pode ser acessada no endereço: salve.icmbio.gov.br.
