Junho, mês de indiscutível relevância na cultura brasileira, ganha vida por meio das tradicionais festas juninas, celebradas em diversas regiões do país. Em 2026, essa atmosfera festiva se intensifica com o início da Copa do Mundo de Futebol, evento que mobiliza o Brasil em torno de um sentimento coletivo de expectativa e pertencimento.
Nesse contexto, o mês se afirma não apenas como um período de celebração popular, mas também como um marco de união e de expressão da nossa diversidade cultural.
A Copa do Mundo, por sua vez, vai além do espetáculo esportivo. Mais do que acompanhar o desempenho da seleção, vivenciamos a oportunidade de compartilhar momentos de confraternização. Mesmo diante de eventuais incertezas e uma certa “desconfiança” quanto aos resultados em campo, geradas em virtude de tristes “derrotas” que deixaram algumas marcas em nós, torcedores, ainda permanece viva a tradição de nos reunirmos com familiares e amigos para assistir aos jogos.
Esse hábito ultrapassa o simples ato de torcer e se transforma em um verdadeiro ritual de brasilidade — em que cada drible, gol ou “olé” ecoa como expressão da nossa identidade. Assim, independentemente das dúvidas, é essa experiência coletiva que nos aproxima e reafirma a paixão pelo futebol que marca a cultura do país.
Embora a Copa do Mundo de 2026 prometa ser um marco histórico pelo seu formato ampliado, uma vez que será realizada conjuntamente nos Estados Unidos, Canadá e México, ela também deverá enfrentar o desafio concreto das altas temperaturas em diversas cidades-sede. A forma como esse fator será gerido poderá influenciar não apenas o sucesso do evento, mas também os debates futuros sobre a organização de grandes competições esportivas em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais evidentes.
Que esta Copa nos proporcione momentos de celebração e convivência, mas também nos convide à reflexão sobre as questões que impactam o presente e o futuro do planeta.
Nesse sentido, o dia 5 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente – ganha especial relevância neste ano, com foco nas mudanças climáticas, reforçando a urgência de uma agenda ambiental responsável e comprometida com as próximas gerações.
Édis Milaré