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Milaré
outubro 14, 2025

O La Niña e suas projeções para 2025-2026

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O La Niña é um fenômeno climático-oceânico caracterizado pelo resfriamento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Com características opostas às do El Niño, ocorre em intervalos de dois a sete anos e costuma durar de nove a doze meses. Sua principal causa é a intensificação dos ventos alísios, que empurram as águas quentes da superfície para o oeste, permitindo que águas mais frias e profundas subam ao longo da costa da América do Sul, em um processo chamado ressurgência.

Essa alteração na temperatura do oceano modifica a circulação geral da atmosfera, provocando mudanças nos padrões de chuva e temperatura em escala global. No Brasil, os efeitos são distintos entre as regiões. Historicamente, o fenômeno está associado a chuvas mais regulares e abundantes no Norte e Nordeste, podendo causar enchentes e cheias de rios. Em contrapartida, a Região Sul tende a enfrentar períodos de seca e estiagem, com temperaturas elevadas, impactando diretamente setores cruciais da economia, como a agricultura e a geração de energia.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou oficialmente a atuação do La Niña em 2025. As previsões indicam que o fenômeno, embora de fraca intensidade, deve persistir até o verão de 2026, sendo esperada uma transição para a neutralidade climática no primeiro trimestre de 2026. Os impactos esperados para o Brasil seguem o padrão histórico: tendência de chuvas acima da média para o Norte e Nordeste, períodos mais secos no Sul, e temperaturas mais amenas no Sudeste e Centro-Oeste.

É importante notar que a ocorrência do La Niña se insere em um contexto de aquecimento global acelerado, com 2024 tendo sido confirmado como o ano mais quente já registrado. Mesmo um evento de resfriamento como o La Niña não reverte a tendência de elevação das temperaturas médias globais. Diante deste cenário, o monitoramento contínuo e a adoção de estratégias de adaptação regionais permanecem essenciais para mitigar os impactos socioeconômicos do fenômeno.

Referências:

https://www.ba.gov.br/inema/sites/site-inema/files/migracao_2024/arquivos/wp-content/uploads/2011/11/Informa%C3%A7%C3%B5es-do-La-Ni%C3%B1a.pdf

https://climainfo.org.br/2025/09/03/la-nina-nao-deve-impedir-temperaturas-globais-acima-da-media-em-2025

https://gauchazh.clicrbs.com.br/ambiente/noticia/2025/10/com-la-nina-confirmado-entenda-os-efeitos-do-fenomeno-no-clima-cmgkwkfsp01zc014vnzm7jhlg.html

https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/clima/409015-noaa-confirma-presenca-de-la-nina-e-preve-persistencia-do-fenomeno-entre-dezembro-e-fevereiro.html

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