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Milaré
fevereiro 9, 2026

Publicado o Sumário Executivo do Plano Clima 2024-2035

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O Plano Clima 2024-2035, recentemente aprovado pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima em dezembro de 2025, teve seu Sumário Executivo divulgado no dia 5 último, no Diário Oficial da União (DOU). Sob a coordenação da Casa Civil e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o documento sintetiza o conjunto de documentos que compõem o Plano Clima e apresenta os principais elementos das Estratégias Nacionais de Adaptação e de Mitigação, bem como de seus respectivos Planos Setoriais e Temáticos. 

O plano consolida-se como o instrumento central da política climática brasileira e estabelece trajetórias ambiciosas para guiar o País rumo a uma economia de baixo carbono, visando a neutralizar as emissões líquidas de gases de efeito estufa (GEE) até 2050. Para o horizonte de 2035, o Brasil assume o compromisso de reduzir as emissões líquidas nacionais em uma faixa entre 59% e 67% em comparação aos níveis de 2005, o que representa atingir um patamar absoluto entre 0,85 e 1,05 GtCO2e. Esta ambição está fundamentada em oito Planos Setoriais de Mitigação, nos quais o combate ao desmatamento ilegal é peça-chave, prevendo que o setor de mudanças de uso da terra atinja emissões líquidas negativas de até -250 milhões de toneladas de CO₂e (MtCO2e) até 2035.

No âmbito da Adaptação, o Plano Clima apresenta 16 Planos Setoriais e Temáticos que visam reduzir vulnerabilidades em áreas críticas como saúde, segurança alimentar e recursos hídricos. Entre as metas quantitativas de destaque para 2035, o governo pretende atender pelo menos 4 milhões de pessoas expostas a riscos geohidrológicos com obras de prevenção e ampliar em 180 mil hectares a cobertura vegetal em áreas urbanas. Adicionalmente, o plano busca garantir que 100% dos estados possuam planos de adaptação e que a insegurança alimentar grave seja erradicada no País até o final do período de vigência.

As Estratégias Transversais, por fim, complementam o arcabouço, focando em meios de implementação, justiça climática e inovação tecnológica e assegurando que 100% dos projetos de infraestrutura contratados pelo Governo Federal passem a considerar riscos climáticos.

O Plano Clima não é apenas uma diretriz ambiental, mas uma estratégia de desenvolvimento que busca converter vantagens comparativas em competitividade econômica. Ao estimular, por exemplo, que a matriz elétrica brasileira mantenha uma renovabilidade entre 82,7% e 86,1% até 2035, o País reduz a pegada de carbono de seus produtos industriais, antecipando-se a barreiras comerciais internacionais e atraindo investimentos estrangeiros pautados por critérios ESG. Dessa forma, a energia limpa deixa de ser apenas uma meta ecológica para se tornar um diferencial de mercado, consolidando o Brasil como um porto seguro para a descarbonização das cadeias globais de suprimentos.

Confira a íntegra do Sumário Executivo: https://www.gov.br/mma/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/mudanca-do-clima/sumario-executivo-plano-clima.pdf

Fontes consultadas:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-02/plano-clima-e-publicado-como-um-guia-para-economia-de-baixo-carbono
https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-12/plano-clima-e-aprovado-para-orientar-politicas-no-pais-ate-2035
https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2024-11/brasil-e-segundo-pais-entregar-meta-de-emissoes-na-cop29
https://www.gov.br/mma/pt-br/noticias/governo-do-brasil-divulga-sumario-executivo-do-plano-clima

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